Gosto dos contos minimalistas. Eles não ocupam muito espaço, não dizem quase nada e te fazem viajar pra tão longe que fica quase difícil voltar, depois... Diga tudo, com o menor número possível de palavras. Adoro isso. Eu, uma prolixa confessa, vejam só...
terça-feira, 15 de abril de 2008
Interrupção
Não trocou a cueca. Não penteou os cabelos. Não calçou os sapatos, muito menos as luvas. Não precisava mais de nada disso.
Dúvida cruel
Talvez as respostas nos persigam, latas presas ao carro nupcial que nos leva, desde que casamos com a vida. Até que a morte nos separe. Ou não.
Sucedânea
Comprou uvas passas. Piscou para o guarda de trânsito e pisou num cocô de cachorro. Cuspiu no chão, ato impensável há alguns minutos apenas. Experimentou o gosto amargo da liberdade.
Infinito
A voz melodiosa enfeitava todo o recinto. Os convidados, encantados, andavam nas nuvens. As vestes brancas dos dois denotavam pureza. Na Terra, a vida seguia seu curso.
Ultimatum
Recostado no sofá da sala, com o jornal aberto no colo e uma caneca de café ainda quente sobre a mesinha de centro, recapitulava os acontecimentos das últimas horas. Últimas mesmo.
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