quarta-feira, 7 de maio de 2008

Fim?

A pergunta explodiu na garganta dele, virando palavra audível. Impossível impedir. Quis ajudar na resposta. Ela, que tinha certeza até aquele exato momento de que nada mais restava, tremeu... emudeceu. Dona do verbo, perdeu o chão, que era feito de cimento, não de vocábulos raros.
Ah... se ele pudesse ouvir o coração dela, dispensaria a resposta. Ela dispensou. Sabia-se agora conhecedora do começo. Quanto ao fim... que fim?

Poder

Inteira, pela metade, aos pedaços. Ia alternando assim suas formas. Até que ele chegou e tudo isso perdeu a importância.

Círculo vicioso

Um verso, dois versos, três versos e eles estavam de mãos dadas de novo. O círculo completava a primeira volta.

Retorno

Perguntou. A resposta veio rápida. De novo, toda a sua vida ficou de cabeça pra baixo. Reaprendera a voar.

Mal-entendido

Ele não entendeu nada. Ela não pôde explicar.

A flor

"Pra mim? Não, não pode ser, impossível... Foi engano. Pretensão minha seria pensar..."



Ela se foi.


A flor murchou.



O endereço estava certo.