quinta-feira, 8 de maio de 2008

Do medo...

Quem diz não ter medo, não tem... nada... pq o medo sempre vem... senta, deita e dorme com a gente... nunca, jamais nos abandona, nosso companheiro constante. O medo, esse amante da felicidade.

Mito?

Um dia resolveu escrever uma palavra. Uma hora depois ocorreu-lhe outra. Ao cabo de uma semana, não sabia mais o que fazer com tantos vocábulos soltos. Juntou tudo, jogou no lixo e foi arrumar mais proveitosa ocupação. Um louco, no mesmo instante, acordado de uma letargia aparente, bebeu da rica vertente rejeitada. Daí a origem da poesia.

Des-orientação

No início começou o fim. Quando pensava que o fim estava muito próximo, era só o início. Das alegrias.

Cuidado...

A musa, solta, virou música. E voou.

Respostas e perguntas

Não sabia se havia proferido um chamado, nem se ele tinha sido devidamente ouvido. Mas foi atendido, e a pergunta fatídica, feita. Pergunta de fazer tremer o chão. Na medida exata pra deixar a descoberto o grande equívoco. Curta. Certeira. A espera da resposta que não soube chegar. Não soube, mas chegou. E a constatação de que REAL mesmo, era o batuque alto do peito; as cores da vida, repentinamente mais claras e o enorme peso do medo.
Resposta e pergunta, assim mesmo, nessa ordem, ambas preparadas desde o início da tarde, talvez pra confirmar a força desse laço.
"Amanhã amanheço ao teu lado. Eu te amo".

Confirmação

Ele deixou pra dizer no fim. E ela esperou. Eu te amo.

De poesia, morrer

Mergulhou nas letras dos versos escritos pra ele. Afogou-se.