Gosto dos contos minimalistas. Eles não ocupam muito espaço, não dizem quase nada e te fazem viajar pra tão longe que fica quase difícil voltar, depois... Diga tudo, com o menor número possível de palavras. Adoro isso. Eu, uma prolixa confessa, vejam só...
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
Segredo
Quando ele tinha problemas, fechava-se em copas. Nem o melhor jogador de pôquer conseguiria vencer-lhe a resistência.
Reserva
"Conta, vai..." Ele, cabisbaixo, contou: "Preciso sair. Tchau." Ela nunca soube como ajudar.
Esperança
Abertas as janelas, um raio de sol aqueceu-lhe as pontas dos dedos. Um bom motivo pra sorrir.
Opção
A tragédia era tamanha e as lágrimas tão copiosas que nada mais restava a fazer, além de seguir adiante.
Desespero
A mesa posta, velas acesas, cardápio caprichado e a mensagem no celular. Ele não viria. Ela, vestida a caráter, serviu-se lentamente. Sozinha. O prato, sujo de sangue... dos pulsos.
sábado, 29 de janeiro de 2011
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