quarta-feira, 7 de maio de 2008

Fim?

A pergunta explodiu na garganta dele, virando palavra audível. Impossível impedir. Quis ajudar na resposta. Ela, que tinha certeza até aquele exato momento de que nada mais restava, tremeu... emudeceu. Dona do verbo, perdeu o chão, que era feito de cimento, não de vocábulos raros.
Ah... se ele pudesse ouvir o coração dela, dispensaria a resposta. Ela dispensou. Sabia-se agora conhecedora do começo. Quanto ao fim... que fim?

Um comentário:

Nathalia disse...

Amavam-se desencontradamente. Um dia, contudo, ele quis, no exato instante em que ela também quis. O recomeço.