Não sabia se havia proferido um chamado, nem se ele tinha sido devidamente ouvido. Mas foi atendido, e a pergunta fatídica, feita. Pergunta de fazer tremer o chão. Na medida exata pra deixar a descoberto o grande equívoco. Curta. Certeira. A espera da resposta que não soube chegar. Não soube, mas chegou. E a constatação de que REAL mesmo, era o batuque alto do peito; as cores da vida, repentinamente mais claras e o enorme peso do medo.
Resposta e pergunta, assim mesmo, nessa ordem, ambas preparadas desde o início da tarde, talvez pra confirmar a força desse laço.
"Amanhã amanheço ao teu lado. Eu te amo".
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